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Ministra Luiza Bairros visita o Programa Ações Afirmativas na UFMG

Visita da Ministra-Chefe Luiza Helena de Bairros ao Programa Ações Afirmativas na UFMG:

No dia 05 de agosto de 2013, o Programa Ações Afirmativas que se encontra na Faculdade de Educação da UFMG teve a honra de receber mais uma vez a ilustre visita da ministra Luiza Helena de Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). Ela que já participou conosco do I Seminário sobre Desigualdades Raciais e Políticas Públicas no ano de 2004, pôde em breve espaço de tempo conhecer a sala do Programa, re-conhecer alguns de nossos integrantes e fomentar reflexões sobre nossas práticas, notadamente entre os bolsistas de extensão e pesquisa.

Na ocasião a ministra esteve na UFMG para proferir palestra na solenidade de recepção aos calouros, assim como simbolicamente saudar essa nova fase da universidade que passa a incorporar a Lei Federal nº 12711/2012, denominada Lei de Cotas. Esta prevê a reserva de vagas de no mínimo 50% (cinquenta por cento) para estudantes que cursaram integralmente o ensino fundamental em escolas públicas e auto declarados pretos e pardos (negros). Ainda que, na UFMG, e de forma gradativa, optou por ofertar 12,5% das vagas neste primeiro ano de implementação, mas com estimativa de sua completude no ano de 2014.

Junto ao Programa Ações Afirmativas na UFMG, a ministra Luiza Bairros, acompanhada por integrantes da SEPPIR, militantes e estudiosos do Movimento Social Negro e pela Pro - reitora de Graduação Antônia Vitória Aranha, nos brindou ao fazer uma importante interlocução entre bolsistas do Programa, militantes do CEN - Coletivo de Estudantes Negrxs da UFMG e o DCE da UFMG ao sugerir, a este último, que se abra às discussões sobre relações étnico-raciais dentro da Universidade.

Ela pede ao DCE que incorpore os sujeitos que os interpelam, bem como suas pautas, uma vez que as experiências vivenciadas por estes estudantes negros e negras não são passíveis de serem mensuradas e interpretadas por não negrxs, a não ser politicamente. Nesse sentido, trouxe como exemplo histórico a ampliação da agenda e ganhos do movimento feminista que, deixando de ser contra a posição e visões das mulheres negras, puderam com elas, as mulheres negras, avançarem na luta contra o patriarcado. Este avanço no seio do movimento feminista evitou riscos quando se pretende ser porta-voz de um grupo social, mas seguramente, oportunizou à todas elas serem sujeitos históricos, com isso provocando mudanças a partir de seus corpos e mentes.

A mesma visita que celebra o sistema de cotas traz consigo urgências ao Programa das quais não podemos nos desvencilhar: a continuidade de pesquisas de excelência, comprometimento com a extensão e o devido respeito aos trabalhos históricos dos movimentos sociais, no caso, o Movimento Social Negro; qual desde a década de 70 emerge tencionando e promovendo com muito esforço políticas públicas de correção de desigualdades raciais em nosso país.

E ainda que a vinda da ministra-chefe tenha surtido efeitos na ordem do institucional que vai ao encontro das duas linhas de ação do Programa, a saber, atividades de apoio aos estudantes bolsistas do ponto de vista acadêmico e valorização da identidade étnico-racial, alguns de nossos integrantes apontaram a satisfação em recebe-la no Ações. Segue um dos depoimentos:

"Receber a ministra em nossa sala, foi lisonjeador! Ver aquela mulher negra tão importante, principalmente pela atuação durante anos no Movimento Negro, falar de sua trajetória, nos dar sábios conselhos quebrando protocolos e alterando sua agenda... foi uma alegria! Senti muito orgulho em poder contar para a minha família sobre a vinda de uma Ministra no meu grupo de pesquisa!" Gilmara Souza – bolsista de iniciação científica do Programa Ações Afirmativas na UFMG..

Portanto, as reflexões sobre as experiências da população negra e não negra dentro da academia foram discutidas com seriedade, elas ampliam os horizontes de nós bolsistas e estudantes da graduação e pós graduação apontando que devemos inovar, mas sobretudo re-conhecer os feitos de toda uma geração que se propôs corrigir desigualdades raciais com o empoderamento da população negra (pretos e pardos). Isso tudo nos conduz a novas problematizações de como minimizar as conseqüências do racismo, notadamente, o institucional com as políticas de acesso e permanência do alunado negro.































Fotos: Audrey Michele; Texto enviado por: Aline Neves Rodrigues Alves Geógrafa (IGC/UFMG) –  Mestranda em Educação (FaE/UFMG)   Raquel Campos Ventura Graduanda em Pedagogia (FaE/UFMG),

1 comentários:

  1. Momento muito importante para os integrantes do Programa e demais convidados. Na ocasião, a Ministra nos brindou ao fazer uma importante interlocução entre bolsistas do Ações Afirmativas, militantes do CEN - Coletivo de Estudantes Negrxs da UFMG e o DCE da UFMG ao sugerir a este último que se abram às discussões sobre relações étnico-raciais dentro da Universidade. Ela pede ao DCE que incorporem os sujeitos que os interpelam, bem como suas pautas, uma vez que as experiências vivenciadas por estes estudantes negrxs não são passíveis de serem interpretadas por não negrxs, a não ser politicamente. Nesse sentido, trouxe como exemplo a ampliação da agenda do movimento feminista que, deixando de ser contra a posição e objetivos das mulheres negras, puderam com elas, mulheres negras, avançarem na luta contra o patriarcado e sem incorrer no risco de serem porta-vozes, mas seguramente, sujeitos históricos provocando mudanças a partir de seus corpos e mentes.

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