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O XIII Encontro de Pesquisa em Educação FaE/UFMG ocorrerá entre os dias 16 a 20/10 na FaE/UFMG. Convidamos a todos para participa...

Discussão do Filme Preciosa:uma história de esperança

No dia 03 de Abril de 2012 os bolsistas do Programa assistirão ao Filme Preciosa uma história de esperança.E logo após debaterão sobre as questões abordadas.

 Sinopse:
 
O filme trata de um drama vivido por uma garota com apenas 16 anos chamada "Claireece Preciosa Jones", que convive com o preconceito por ser pobre, negra, analfabeta e obesa, onde aqueles que deveriam zelar pela sua integridade física e sua educação a fazem sofrer diversas privações e humilhações. Agredida não só verbalmente como também fisicamente por sua mãe, violentada por seu próprio pai desde os 03 anos de idade, teve dois filhos, sendo uma com síndrome de down.

O autor aborda assuntos polêmicos presentes na sociedade, como violência doméstica e o incesto, que muitas vezes passam despercebidos perante as autoridades, pela falta de denúncia das vítimas ou até mesmo pela falta de intervenção estatal.


Ao relatar a comovente história de Preciosa, o autor atingiu seus objetivos, trazendo ao espectador uma visão de que não só o amor, a educação como também a esperança, fizeram com que Preciosa seguisse de cabeça erguida, lutando por um futuro digno ao lado dos seus filhos. Apesar de ter motivos para se tornar uma mulher revoltada e, até mesmo entrar para o mundo do crime, Preciosa encontrou amigos que a amavam de verdade, incentivando-a aos estudos, mostrando-lhe uma outra realidade diferente da que ela foi criada, fazendo-a acreditar num futuro melhor.


Este filme é indicado como forma de estímulo e superação para todas as pessoas que, assim como Preciosa, sofrem estes tipos de preconceito e humilhações, para que busquem dentro si forças suficientes para encontrar um caminho a seguir sem perder a esperança. É indicado a todas às Preciosas.



Agora,  use o espaço do blog para comentar, trocar ideias e discutir sobre o filme.

1 comentários:

  1. A educação não é salvadora, mas exerce um importante papel de criar meios psicológicos e socio-econômicos de realização do sujeito. Imagine ser analfabeta (o) hoje?! Mas imagine também uma escola se responsabilizando por tudo que acontece na vida de seus estudantes?
    Ser negra e obesa são dores que podem ser amenizadas por meio de uma educação que respeite as diferenças , sem contudo hierarquizá-las. Ser violentada, como o próprio filme mostra, diz respeito a uma cultura do machismo e desrespeito para com o próximo. Pobreza já tem haver com o sistema econômico que (re) alimentamos, o que não exclui os outros fatores apresentados, mas são também suas consequências.
    Creio que ao final do filme há um turbilhão de informações que se fazem desencontradas em nossa mente por causa da emoção. É preciso alguns dias para que se possa pensar melhor sobre o assunto. O fato é que é possível mudar, transformar, apesar das condições emocionais e materiais, mas a rede de contatos (No filme: professora, assistentes sociais - preocupante - escola e sistema de auxílio - onde a personagem principal morou com seu bebê), deve entrar em cena para esta possibilidade.
    Nossas discussões parecem afunilarem em vermos na escola um local que perceba os problemas, mas que deve estar associada a outros agentes para um pleno e amplo trabalho de educação. Sozinhas, Preciosas e escolas, não conseguem resolver os problemas que são também estruturais. Porém, a escola tem por sua dimensão a responsabilidade ampliada ao receber todos os dias, em horário regular, um sujeito que queremos ser cidadão.

    enviado por: Aline neves

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